Qual a corrente filosófica que mais se aproxima da sua sensibilidade?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Contraponto de Luís Pacheco

"Homens pobres enquanto vivos dão origem a coisas ricas, depois de mortos!" J.P.
🤨
Há aí uma editora que se chama "Contra-Ponto" da chancela da bertrand#chancela do Grupo BertrandCírculo dedicada à publicação de livros de não-ficção, que, com a presente identidade editorial, está em actividade desde 2016." Segundo sei por gostar muito de ler a obra de Luís Pacheco, o escritor "maldito" foi ele que deu origem a esta editora , publicou pela primeira vez obras de Natália Correia , Pedro Oom , Cesariny entre outros. Acontece que a editora nunca deu "dinheiro" e o Luís teve de andar a vida toda aos "caídos" basta ler um livro dele e compreender-se-à o que foi a sua vida, cheia de dificuldades, fiquei surpreendido com esta nova editora que tem o mesmo nome, decerto será a mesma. Alguém sabe alguma informação? sobre isso? parece que agora a contraponto só publica biografias....Ai se o Luís fosse vivo!........Será que ficaria orgulhoso ou não? não sei.....

J.P:

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

ANTÓNIO LOBO ANTUNES e o seu último Romance "A Última Porta antes da Noite"

Todos nós pensamos, por vezes, que nos podem tratar por "escritores" contudo  ao lermos A. Lobo Antunes, aí constatamos que estamos em presença de algo transcendente.   Pessoalmente nunca conseguia ler mais do que 20 ou 30 páginas do escritor nas primeiras tentativas, achava-o um pouco arrogante e a sua escrita complicada para o público em geral como "arame farpado" mas neste seu último romance compreendi porque é ele um "ESCRITOR" , a par de Saramago talvez o Maior do passado recente! "Os cães de trezentos dentes, e cinco patas, exprimem metáforas geniais neste romance, onde o Homem se dá conta da sua finitude e  impotência , perante a vida que passa num instante, onde começa a conviver com a artificialidade das coisas onde o seu envelhecimento é a única realidade que existe, e onde até porventura se vão perdendo os dentes, e a virilidade, não um desejo de uma pequena. As imagens,  que se conseguem compreender através de uma linguagem por vezes simbólica, onde o Escritor não dá "nada de graça" e onde muitas vezes só ficamos a "pensar naquilo" quando vamos adormecer,
Que quereria ele dizer com aquilo?
que não compreendemos por vezes à primeira passagem como se um puzzle se fosse construindo através do tempo e da acção cronológica. Porque escreve o António uma vez por ano um romance? Salvo erro desde os anos 90 ou nos finais? Há quem diga que persegue um prémio? Pessoalmente não creio, António Lobo Antunes busca o "Santo Graal" e todo o romance escrito passa a ser passado e só no futuro ele encontra a perfeição. Este romance é o seu futuro! Apesar de não ter 300 dentes e 5 patas, vai deixando o seu legado como um predador da genialidade ! O seu estilo é inigualável! Saramago foi Saramago, Camilo foi Camilo, Eça foi Eça mas A. L. Antunes  é no Presente talvez o maior vulto das letras portuguesas! Honra que seja feita e que venha de lá esse NOBEL!

J.P:

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

José Paulino no Volume I da Colectânea de Micro Narrativas Ficcionais, da Chiado Books

Mais uma vez, José Paulino foi seleccionado com um conto (micro-conto) para o Volume I da Colectânea de Micro Narrativas Ficcionais, da Chiado Books.  Também na  colectânea de contos de Natal 2018,  da editora Chiado Books,  tinha já participado com um conto que a seguir publicamos:

"Era Natal e Maria estava num lar, mas nunca se tinha adaptado muito bem aquela nova realidade, longe da sua filha e da sua neta e dos amigos da aldeia onde antes vivia.
-A dona Maria já sabe o que aconteceu aos Silva, que moravam ali abaixo? Perguntou-lhe a assistente social.
-Já sei sim, senhora Doutora! Foram assaltados e os ladrões maltrataram o marido da Ana Silva. Toda a vizinhança já sabe! Isto aqui era tão sossegado antigamente, não sei como podem agora as pessoas andarem a fazer estas maldades.
-Por isso estou aqui a propor-lhe que passe a viver no lar da Aldeia, é muito mais seguro para si Dona Maria, que diz? A Assistente Social estava ali apenas com o propósito de a levar a ir viver para o lar.
-Não sei, mas vou pensar. Foi a resposta da Dona Maria. Uma semana depois estava no lar.
Fazia já pouco mais de um ano que estava ali, e nesta altura do Natal relembrou também os pedidos que fazia ao menino Jesus e ao Pai Natal quando era criança:
Desta vez não queria brinquedos, não queria dinheiro, não queria bolos nem nada de material, apenas queria ver a sua filha e a sua neta, pois só esse sentimento a faria feliz! O tempo de criança já lá ia….
-Não penses que te vêm ver este Natal, o Pai Natal não existe…. Ouviu uma voz dizer-lhe, talvez a voz ou uma das vozes da sua consciência. A voz da desesperança.
-Não sei porque me dizes isso “voz”, eu gostava tanto de voltar para casa, onde era feliz….
O Dia de Natal era dali a dois dias e cada vez mais lhe parecia uma parvoíce desejar que a família a fosse visitar, afinal só por uma vez a foram ver ao lar, e foi dois dias depois de ela lá ter dado entrada. Certo é que no dia de Natal quase todas as suas amigas e amigos foram visitados pela família, era tarde, e já se estava a jantar e a sua família não a tinha vindo ver. Até que, como a esperança é a ultima a morrer, pouco antes da meia noite apareceu a sua filha com a neta, e disseram-lhe assim:
-Olá mãe, venho fazer-lhe uma grande surpresa. Vamos viver todos juntos a partir de hoje. E já vamos passar a meia-noite a casa. Eu vendi a minha casa e tomei a decisão de irmos todos viver para a aldeia para a sua antiga casa, como uma verdadeira família. Vamos restaurar a casa onde vivemos e onde a mãe foi feliz!
Maria chorava de alegria e apenas disse: Não acredito! Afinal sempre existe o Pai Natal! Agarrou a mão da neta Mariana e abraçou-se à filha e as três saíram dali para chegarem a casa a tempo de festejarem esse Natal em que a família se reuniu para não mais se separar, pelo menos até ao fim da velhice da Dona Maria!"

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

" O mito de Sísifo " e EU!

"CONSTRUIR/DESCONSTRUIR (Desconstruir será um eufemismo de DESTRUIR que me parece mais apropriado porque representa afinal de contas a verdade dos factos) !"!!!!! Ou o Mito de O mito de Sísifo é um ensaio filosófico escrito por Albert Camus, em 1941.
No ensaio, Camus introduz sua filosofia do absurdo: o do homem em busca de sentido, unidade e clareza no rosto de um mundo ininteligível desprovido de Deus e eternidade. Será que a realização do absurdo exige o suicídio? Camus responde: "Não. Exige revolta". Ele então descreve várias abordagens do absurdo na vida. O último capítulo compara o absurdo da vida do homem com a situação de Sísifo, uma personagem da mitologia grega, condenado a repetir sempre a mesma tarefa de empurrar uma pedra até o topo de uma montanha, sendo que, toda vez que estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível, invalidando completamente o duro esforço despendido. José Paulino.

A merda é toda privada!!!

WC´s Públicos das estações de Comboio e de Metro são só para quem tem dinheiro! Quem não tiver dinheiro que se deixe urinar ou defecar pelas pernas abaixo que a merda é toda privada!!!!!
Há três meses na estação metropolitana e de comboios de Entrecampos em Lisboa podia-se utilizar as casas de banho públicas da mesma sem ter de pagar absolutamente nada, excepto ter que suportar alguns homens que só nos olham para o "instrumento" enquanto nós nos aliviamos! é certo que fica...mos constrangidos e custamos a aliviar quando sabemos de antemão que existe alguém a olhar para nós lado a lado, na sanita ao lado, tão descaradamente como avidamente com a língua de fora! Bem...foi com esta desculpa que para meu espanto há dias tive que reembolsar 50 cêntimos para a agora nova cancela , muito parecida à do metro de Lisboa abrir e deixar me entrar! Já agora porque não fazem também um passe mensal recarregável para as casas de banho que nós carregamos todos os meses (tipo citado passe dos transportes) só para podermos utilizar as mesmas casas de banho em caso de nos vermos aflitos e longe de casa sabendo que urinar na rua dá direito a coima!!!! Bem...a segunda desculpa para esta mudança de comportamento nao sei se da C.P . se da empresa que explora esse espaço dos metros de Lisboa, foi o que a funcionária que estava sentadinha à porta das citdas instalações me deu, : <"Há meu caro senhor, isto agora é Privado"!!!!! Por isso temos todo o direito de cobrar uma "mijadela"! por 50 centimos ou já agora uma boa cagadela, que foi o que eu dei para acabar com a conversa estupida desta funcionaria e dos tipos gestores de coisa nenhuma que tomam estas decisões de cobrar até o ar que respiramos um dia destes!!!! Até s pessoas com bilhete de comboio seja da CP, da carris, da fertagus etc, têm que pagar! A quem de direito só desejamos que um dia se esqueça da carteira em casa e que tenha uma mijaneira tao grande ! tao grande que se deixe urinar todo pelas pernas abaixo e estrague as suas calças de marca italiana da GUTTI de 250 euros, que costumam trazer vestidas! Mal hajam estes bastrados que tomam medidas destas!

sábado, 16 de agosto de 2014

Buraco Negro Existencial 1914-2014

" Buraco Negro existencial "!

Ah minha cara E. C...., acredite-me! ; Nada me encanta já; tudo me aborrece, me nauseia. Os meus próprios raros entusiamos, se me lembro deles, logo se me esvaem, Quer saber? Outrora à noite, no meu leito, ant...es de dormir eu punha-me a divagar, . E era feliz, por momentos, entressonhando a glória, o amor, os ~êxtases, .....Mas hoje ..Já não sei com que sonhos me robustecer. Acastelei os maiores, eles próprios me fartaram. São sempre os mesmos----e é impossível achar outros. ...Depois não me saciam apenas as coisas que possuo, .---Aborrecem-me também as que não tenho, porque, na vida como nos sonhos, são sempre as mesmas. De resto , se às vezes posso sofrer por nao possuir certas coisas que ainda nao conheço inteiramente, a verdade é que descendo-me melhor, logo averiguo isto: Meu Deus se as tivera , ainda maior seria a minha dor, o meu tédio...De forma que gastar tempo é hoje o único fim da minha existência, deserta. Se viajo, se escrevo, ---se vivo, numa palavra é apenas , creia-me, é só para consumir instantes!

J.P. & M.S.C. 1914-2014


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Noite à espera

Fui à varanda,
há muitas semanas que lá não ia....
de noite, sem luz e em tronco nu;
apanhando o fresco da noite e junho,
Está frio, solidão, quietude!..
vê-se ao longe-......
Entrecortada a noite;
pelo latir dos cães:
e a Luz da Lua....