Se o Mundo é estar;
Numa fila de automóveis;
À espera do sinal verde,
todos virados para o mesmo lado;
todos cheios de pressa;
Todos "brincando";
à "escravatura" subtil
eu prefiro o sub-Mundo!
Se o Mundo
é ser levado pela corrente;
das coisas ditas normais,
como ser escravo;
prefiro estar na margem;
a apreciar!
Agarrado a qualquer,
pedaço de esperança,
que não vá na maré!
Se o mundo é ir á casa da Sogra;
aos fins de semana,
depois de uma árdua;
semana de Trabalho;
Prefiro o submundo!
Se o mundo é vestir,
fato e gravata;
ser políticamente correcto;
prefiro o sub-mundo!!!
Se o mundo é
"casar"
e ter "filhos";
e dizer, olhando para trás:
Anda já filho,
e sentir-se muito
orgulhoso,
da reprodução;
Social,
trabalhar, para esquecer,
trabalhar para aquecer....
Trabalhar para enriquecer,
Prefiro o sub Mundo!
Se o Mundo é tão previsível;
quanto isto;
se o mundo é:
Levantar às 8h e 30,
ir para a escravatura até ao meio dia;
Comer qualquer coisa em pé,
e regressar de noite para casa,
Para junto dos berros das Crias,
das criticas da sogra,
das ameaças do conjuge;
dos avisos do Patrão;
das "informações" da TV;
das contas por pagar,
ao fim do mês,
do sexo feito à presa,
como que por obrigação,
do ciúme corrosivo,
do vizinho;
que tem um Ferrarri,
Amarelo;
das prestações do banco,
da gestão da crise,
das invenções
de Nega-ócios;
Vou voltar para a Aldeia,
para o meu mundo;
de Ócio!!!!!!!
Prefiro o "SUB MUNDO"!
Este blogue foi criado com o intuito de divulgar, debater e promover ideias etc, sobre a corrente Filosófica do Existencialismo assim como as suas aplicações ao nível da Psicologia e de todas as suas implicações ao nível social,económico, político, ideológico etc. Também novas ideias se esperam que surjam,dando assim origem a novas correntes. O pensamento humano que seja divergente, criativo revoluciona e abre caminhos na selva do desconhecido! Afinal tornou-se num blogue de "má-língua" :-)!
Qual a corrente filosófica que mais se aproxima da sua sensibilidade?
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
Homenagem a algumas pessoas anónimas que em tempos conheci
Em cada raio;
de Luz;
do Sol;
Desta cidade
Cubista;
de Olhão;
Jazem as memórias;
daqueles que me tocaram;
através de problemas comuns;
e que viviam aqui!
"Papa-leite"
João Parrinha;
Daniele;
Aquele rapaz do bairro dos Indios;
Joao Paulo Leitão;
João "Pau Preto"
aquele rapaz do Bairro MArechal Carmona (Isidoro);
aqule outro do outro bairro mais acima;
O Anónimo do bairro da Cavalinha;
E a todos os anónimos;
que prometo ;
um dia os enumerar a todos;
que os Pontos e vírgulas;
se tornem numas reticências;
de Felicidade;
Desta vida efémera e ingrata,
Por vezes ;
"Madrasta";
Se torne numa mãe;
para todos
Onde quer que estejam!!!!
E os guie na luz;
que estas açoteias;
de esperança;
e Memória;
Eterna!
Me fizeram lembrar,
Hoje
Em cada raio;
de Luz;
do Sol;
Desta cidade
Cubista;
de Olhão;
Jazem as memórias;
daqueles que me tocaram;
através de problemas comuns;
e que viviam aqui!
"Papa-leite"
João Parrinha;
Daniele;
Aquele rapaz do bairro dos Indios;
Joao Paulo Leitão;
João "Pau Preto"
aquele rapaz do Bairro MArechal Carmona (Isidoro);
aqule outro do outro bairro mais acima;
O Anónimo do bairro da Cavalinha;
E a todos os anónimos;
que prometo ;
um dia os enumerar a todos;
que os Pontos e vírgulas;
se tornem numas reticências;
de Felicidade;
Desta vida efémera e ingrata,
Por vezes ;
"Madrasta";
Se torne numa mãe;
para todos
Onde quer que estejam!!!!
E os guie na luz;
que estas açoteias;
de esperança;
e Memória;
Eterna!
Me fizeram lembrar,
Hoje
Prosa poética em Homenagem à terra onde Nasci! O Apego à terra!
Prosa poética sobre o apego à terra que nos viu nascer! Olhão!
Terra humilde,
que cheira a Mar e a Sol,
de açoteias brancas;
e cubistas;
De Mouras encantadas,
e povoadas pelas histórias ,
da minha saudosa Tia-avó,
Guilhermina;
que me contava as aventuras,
antes de eu dormir ,
e de ter pesadelos;
da Moura encantada Floripes;
e do aterrador menino;
dos "olhos grandes";
que encontrado,
por pescadores,
quando iam ou vinham da faina;
e transportado,
ao colo;
por estes incautos;
ia crescendo,
Crescendo!!!!
sem se dar conta dele,
ia ficando pesado,
até se transformar,
num personagem;
bestial,
os assassinava!
Cidade de Olhão!;
onde as pessoas,
ainda,
e sempre,
são genuínas, !!!!
Gentes de Olhão!!!!
Quantas manhãs,
percorro eu,
a vila da Restauração!?!
Quando preciso,
de estar sozinho!
Sem ninguém,
para me aborrecer,
andando pelas suas ruas,
aleatoriamente,
e formosa Ria!
Sem pressas;
E pensando,
pensando e andando!
As duas mais nobres
actividades do Homem!
(Freud fazia psicanálise andando, por vezes, 3 quilómetros com os "pacientes")
Só depois apareceu o divã! :-))
Café Espanha,!
almoço,
depois vou até à rua das lojas,
até à praça,
apanhar aquele verdadeiro
ar do mar,
depois embrenhar me
nas vielas,
pequenas e estreitas,
tipo marroquinas ,
e dar de caras com a casa,
onde nasceu,
Francisco Fernandes Lopes,
e onde a minha falecida mãe ,
nessa rua;
aprendeu tanta coisa,,,,
A minha mãe tb se chamava Belkisse,
como uma das suas fillhas,
deste Médico,
filósofo,
Músico etc, etc!
Enfim.....Lá continuo,
Avenida principal,
dou de caras com a casa ,
onde morreu ;
Em 1918,
ainda Jovem, (38 anos),
com a peste bubónica,
O Dr. João Lúcio!,
famoso advogado
(Juntavam-se multidões para o ouvir argumentar)
e poeta;
Simbolista,
Que uns segundos antes,
de ir nos braços;
firmes da morte,
pediu,
num último fôlego::
-Abram essas janelas,
quero ver a luz do Sol,
na Avenida,
pela última vez!
Por detrás da Estação dos caminhos de Ferro,
Onde mora,
o MEU PADRINHO
de nascimento,
(Que infelizmente nunca conheci muito bem)
O Ilustre Dr. Lourenço Mendonça
("Lourencinho" como o chamava a minha Tia-Avó Guilhermina)
Rua acima Monte da Ria
Bairro dos Índios
campo do Caciano,
e finalmente a casa de minha Avó,
Ufa! Que belo ar se respira aqui,
Amo a Terra onde nasci!
J.P.
Terra humilde,
que cheira a Mar e a Sol,
de açoteias brancas;
e cubistas;
De Mouras encantadas,
e povoadas pelas histórias ,
da minha saudosa Tia-avó,
Guilhermina;
que me contava as aventuras,
antes de eu dormir ,
e de ter pesadelos;
da Moura encantada Floripes;
e do aterrador menino;
dos "olhos grandes";
que encontrado,
por pescadores,
quando iam ou vinham da faina;
e transportado,
ao colo;
por estes incautos;
ia crescendo,
Crescendo!!!!
sem se dar conta dele,
ia ficando pesado,
até se transformar,
num personagem;
bestial,
os assassinava!
Cidade de Olhão!;
onde as pessoas,
ainda,
e sempre,
são genuínas, !!!!
Gentes de Olhão!!!!
Quantas manhãs,
percorro eu,
a vila da Restauração!?!
Quando preciso,
de estar sozinho!
Sem ninguém,
para me aborrecer,
andando pelas suas ruas,
aleatoriamente,
e formosa Ria!
Sem pressas;
E pensando,
pensando e andando!
As duas mais nobres
actividades do Homem!
(Freud fazia psicanálise andando, por vezes, 3 quilómetros com os "pacientes")
Só depois apareceu o divã! :-))
Café Espanha,!
almoço,
depois vou até à rua das lojas,
até à praça,
apanhar aquele verdadeiro
ar do mar,
depois embrenhar me
nas vielas,
pequenas e estreitas,
tipo marroquinas ,
e dar de caras com a casa,
onde nasceu,
Francisco Fernandes Lopes,
e onde a minha falecida mãe ,
nessa rua;
aprendeu tanta coisa,,,,
A minha mãe tb se chamava Belkisse,
como uma das suas fillhas,
deste Médico,
filósofo,
Músico etc, etc!
Enfim.....Lá continuo,
Avenida principal,
dou de caras com a casa ,
onde morreu ;
Em 1918,
ainda Jovem, (38 anos),
com a peste bubónica,
O Dr. João Lúcio!,
famoso advogado
(Juntavam-se multidões para o ouvir argumentar)
e poeta;
Simbolista,
Que uns segundos antes,
de ir nos braços;
firmes da morte,
pediu,
num último fôlego::
-Abram essas janelas,
quero ver a luz do Sol,
na Avenida,
pela última vez!
Por detrás da Estação dos caminhos de Ferro,
Onde mora,
o MEU PADRINHO
de nascimento,
(Que infelizmente nunca conheci muito bem)
O Ilustre Dr. Lourenço Mendonça
("Lourencinho" como o chamava a minha Tia-Avó Guilhermina)
Rua acima Monte da Ria
Bairro dos Índios
campo do Caciano,
e finalmente a casa de minha Avó,
Ufa! Que belo ar se respira aqui,
Amo a Terra onde nasci!
J.P.
sábado, 3 de setembro de 2011
Dedicado ao meu amigo: O Ser anónimo
Que a poeira indelével do Tempo ;
Seja morosa;
E saiba que vai cobrir um Sábio;
que uma vez;
a Existência;
se encarregou de dar forma;
E a essência ;
substãncia;
E a humanidade
características sublimes;
E o pensamento;
desassombro;
E a imperfeição;
Tolerãncia.
Que o Ser anónimo;
Não faz dele esquecido;
Pois dos Sábios,
como dos humildes fica ;
A memória!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Querer mais
Que me interessa a actividade de cientista?
Se É altamente especializada!?
Altamente aborrecida!?
Que me interessa o conhecimento (Com Letra pequena)?
Se uma parte desse saber,
é tão pequena,
quanto a "cabeça de um parafuso";
num Universo de tantas coisas que existem;
Sem ser esse objecto!....!
E que dizer da dependência das bolsas;
e dos subsidios?
Dados (?) pelas grandes multinacionais,
do Lucro?!
E do poder material,
que subjuga e contamina toda a ciência,
e criatividade Humana?!
Se É altamente especializada!?
Altamente aborrecida!?
Que me interessa o conhecimento (Com Letra pequena)?
Se uma parte desse saber,
é tão pequena,
quanto a "cabeça de um parafuso";
num Universo de tantas coisas que existem;
Sem ser esse objecto!....!
E que dizer da dependência das bolsas;
e dos subsidios?
Dados (?) pelas grandes multinacionais,
do Lucro?!
E do poder material,
que subjuga e contamina toda a ciência,
e criatividade Humana?!
Querer mais;
É apenas sentir e;
Simultaneamente,
Conhecer!!!
Sem mesmo saber;
O porquê!
Como a Liberdade do Artista,
feita com a sua sensibilidade
Sublime!!!
Feitos apenas por motivação intrínseca!
Amar é melhor
que ter dinheiro!
É apenas sentir e;
Simultaneamente,
Conhecer!!!
Sem mesmo saber;
O porquê!
Como a Liberdade do Artista,
feita com a sua sensibilidade
Sublime!!!
Feitos apenas por motivação intrínseca!
Amar é melhor
que ter dinheiro!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
As memórias não podem definhar
Hoje choveu!…
E eu já tinha escrito sobre a chuva!
Hoje está cinzento!
E eu já posso guardar memórias!
Só consigo guardar memórias nestes dias.
Os dias de Sol definham as memórias.
Não nos deixam sentar
Nalguma esquina do Tempo
A contemplá-lo:
Porque nos encadeiam de alegria;
E Eu preciso de estar assim como este dia;
Porque quero
Vou então fazer como o Luís “N”.
Um poema de chuva de água
Com saudade;
Essa palavra que reclamamos!
E havemos de o oferecer
e a mais este dia cinzento
À amiga do Luís
Que é dada à melancolia
Mas muito “esquisita” no que concerne a presentes
Só aprecia ofertas especiais! …..
Então,
poderá levar também, juntamente,
um guarda-chuva partido;
De memórias!
VORTEX DE ALUCINAÇÂO
Dedicado ao meu amigo Salústio, que a poeira do Tempo saiba que vai cobrir um Sábio!
Havia um amigo meu que dizia: (Juro que é um amigo real, desde desde os 17 anos, das pessoas mais inteligentes, e miseravelmente felizes que conheço):
- "Entre o conhecimento das "coisas", e a agitação que pode proprocionar esse próprio conhecimento, vou optar pela Loucura, que me aquece a Alma e conforta nas noites de tormento.
Eu próprio, levo uma existência,
estranhamente existente,
numa loucura,
Loucamente sóbria!
Nma narração imperfeita;
desta realidade irreal,...
ilusória...
que fere os sentidos de subjectividade;
e se aprende adquirida pelos sentidos dos ancestrais....
Deixem me em paz com as vossas retóricas!
Deixem-me em paz com a minha existencialidade;
com o meu buraco negro de vazio existencial;
esse vortéx que tudo consome em redor!.....
Deixem-me em paz, com a minha suposta Ezquizoafectividade,
que bem pago ao Psiquiatra;
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